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Playlist Particular com Odimar Olívio
29/08/2010 14:57
Odimar Olívio é um nome querido e conhecido pelo seu bom gosto para as artes. Ele gentilmente aceitou o convite do ‘Cenas e Sons’ para participar da seção Playlist Particular e nos contar um pouco do que costuma ouvir no dia a dia. Confira:
Uma dose de ânimo para acordar: ‘Solar’, de Milton Nascimento e Fernando Brandt, na voz de Gal Costa.
Trilha perfeita para um jantar romântico: ‘Olha’, de Roberto e Erasmo Carlos, cantada magistralmente pela minha predileta Maria Bethânia.
Infalível na pista de dança: ‘I Will Survive’, por Glória Gaynor.
Desperta saudade de alguém: ‘Pedacinhos do Céu’, de Waldir Azevedo, na bela voz de Cida Moreira. Essa canção me lembra amigos que não estão mais nesse plano.
A cara de sua infância: ‘Máscara Negra’, de Zé Keti, com Dalva de Oliveira, conhecida como o rouxinol das Américas.
Você gosta porque seus pais gostam: ‘Dolores Sierra’, com Nelson Gonçalves, meu pai adorava.
Tem sabor de férias: ‘Chocolate’, de Tim Maia, com Marisa Monte.
Para ouvir no trabalho: ‘Melodia Sentimental’, de Heitor Villa-Lobos e Dora Vasconcelos, com Ney Matogrosso.
Diz muito sobre você: ‘Apenas Um Rapaz Latino-americano’, Belchior.
Tocaria no seu funeral: ‘Frevo Número Dois do Recife’, com Maria Bethânia.
Cai bem num dia de chuva: ‘Velho Piano’, de Dori Caymmi e Paulo César Pinheiro, com a excelente Leny Andrade.
E num dia ensolarado: ‘Morena de Angola’, de Chico Buarque, com Clara Nunes.
Fica difícil conter as lágrimas: ‘Meio Termo’, de Lourenço Baeta e Cacaso, com a inesquecível Elis Regina.
Tema do seu filme favorito: ‘As Time Goes By’, a belíssima canção do maravilhoso ‘Casablanca’.
Faz você se sentir num videoclipe: ‘Doce Vampiro’, com Rita Lee.
Embalou episódios da adolescência: ‘Jovens Tarde de Domingo’, de Roberto Carlos.
Para pensar na vida: ‘Minha História (Gesubambino)’ - versão de Chico Buarque, com ele ou com Maria Bethânia.
A mais cantada debaixo do chuveiro: ‘Aventura’ com Eduardo Dusek, vivo cantarolando essa música.
Mais divertida, impossível: ‘A Mulher Que Virou Homem’, de Elias Soares e Jackson do Pandeiro, com Edson Cordeiro.
Making love: ‘Moon River’, com Zizi Possi, do sofisticado álbum ‘Para Inglês Ver... e Ouvir’.
Você já viu uma caixa de papelão mais interessante que essa? Pelo menos para o gato de estimação do Simon Tofield o objeto é instigante. O cara criou essa animação inspirado em Maru, o gato mais famoso da internet. Para ver outros vídeos de Simon, acesse o canal dele no YouTube.
Mixtape #1 - As melhores músicas de todos os tempos das últimas audições
15/08/2010 17:04
Segundo a bendita Wikipédia, “Mixtape é uma compilação de canções, normalmente com copyright e adquiridas de fontes alternativas, gravadas tradicionalmente em cassete. As canções podem encontrar-se de forma sequencial ou agrupadas por características comuns como ano de publicação, gênero e outros aspectos mais subjetivos. As primeiras e mais comuns mixtapes eram bootlegs em formato stereo 8, se vendiam nos chamados mercado das pulgas e em postos de gasolina desde os finais dos anos 60 até o começo dos 80 com nomes como Super 73, Country Chart Toppers ou Top Pops 1977”.
O tempo passou e as mixtapes agora estão na internet.
Quem me conhece sabe da mania que eu tenho de dizer que toda boa música que acho por aí é a melhor de todos os tempos, mesmo que dos últimos dias. Pois bem. Seguindo a tendência de alguns grandes blogs de música (que coisa, hein?) o Cenas e Sons apresenta sua primeira mixtape, uma seleção especial de presente para você.
A seleção está generosa: são dez músicas, uma bem diferente da outra. Por exemplo, se considerarmos estilo, idioma e ano de lançamento de cada uma:
Logo abaixo segue o link (4shared) para download do primeiro (de muitos, espero) volume da mixtape ‘As melhores músicas de todos os tempos das últimas audições’. Depois de ouvir, seria realmente uma boa você voltar aqui e dizer o que achou, ok? Bons sons!
A hora e a vez dos twitteiros: 12 dicas de filmes para assistir quando se perde uma pessoa querida
13/08/2010 00:47
E cá estou eu, em mais uma eterna navegada em busca de interação com pessoas que gostam de cinema. Na internet, claro. Motivo para isso? Desopilar.
Alguém ai conhece uma ferramenta que seja capaz de proporcionar comunicação instantânea entre milhares de pessoas de forma moderna, simples, clara e objetiva? Ganhou ponto quem respondeu Twitter. Não há quem se atreva a desmerecer a nova - ou não tão nova, se tratando da internet e de sua frequente inovação com coisinhas do gênero - moda de microblogar. Mesmo que você não seja adepto às redes sociais (conheço algumas centenas de pessoas assim), é bom ficar por dentro do que acontece nos 140 caracteres dos passarinhos azuis. O Twitter é revolucionário, passou do nível de redes que propõem distribuição de bobagem em massa e xavecos virtuais. Acredite nisso. E para você que é adepto, eu estou falando um monte de bobagem até agora, não é?
Enfim...
Eu resolvi me aproveitar das almas bondosas que me seguem (ou seguem o Cenas e Sons) no Twitter e fazer uma brincadeira até então curiosa, divertida. Fui pedir aos citados followers dicas de bons filmes para ver num momento muito difícil: quando uma pessoa querida morre. Sentiu o cheiro de surpresa no ar?
Meus caros, apareceu de tudo. Ao todo foram 12 indicações, durante pouco mais de uma hora (é, eu ainda não tenho tantos seguidores quanto o Luciano Huck). Cada twitteiro entendeu a questão de uma forma diferente e o resultado, considero eu, foi muito interessante. Confira:
O primeiro a levantar a mão foi @moebarbosa: Uma Prova de Amor, lançado ano passado por Nick Cassavetes, com Abigail Breslin, Sofia Vassilieva e Cameron Diaz no elenco. A maravilhosa animação As Bicicletas de Belleville, de Sylvain Chomet, foi sugerida logo em seguida pela @madreperolada. O único filme a ser citado por mais de uma pessoa foi 500 Dias com Ela, de Marc Webb: @NandaBorini e @tythamonteiro, garotas românticas (e de bom gosto, pois o longa é ótimo)...
O @vinnidp foi o twitteiro mais apurado, indicou três títulos muito interessantes: Há Tanto Tempo que te Amo, premiado filme francês de Philippe Claudel; O Orfanato, drama cheio de suspense de Juan Antonio Bayona que conta com Guillermo Del Toro na produção; e Brick, apresentado por Rian Johnson em 2005, com Joseph Gordon-Levitt no papel principal.
Uma certa história de amor entre Hilary Swank e Gerard Butler conquistou a @cristianesita, que indicou P.S. I Love You, de Richard LaGravenese. Acho que a dica da @lizboggiss foi a mais inusitada, mas nem por isso saiu fora da proposta da nossa brincadeira: o mega sucesso Avatar, de James Cameron. Já o @gomesalmir pensou na dor de quem perde o seu bichinho de estimação, que não deixa de ser um membro da família. O filme proposto por ele foi Marley & Eu, dirigido por David Frankel, baseado no livro de John Grogan. Tá bom, confesso que fiquei com saudade do meu labrador (mas ele não morreu!).
E as três últimas dicas... O @yurygari ainda não tinha nem assistido ao documentário Os Estados Unidos Contra John Lennon (de David Leaf e John Scheinfeld), mas resolveu indicar mesmo assim. “Vou ver este aqui, já que estou de folga”, twittou. Parece que o @Zepublicitario tem medo que a Samara suma com alguma pessoa querida, pois sugeriu O Chamado, de Gore Verbinski. E a @christianeazzi apostou sem medo de errar: Um Olhar do Paraíso, o mais recente longa de Peter Jackson.
A @nabilarodriguez não citou nenhum filme, mas pelo menos se interessou pela coisa: “Se você achar um me avisa”. Taí, Nabila, achamos uma dúzia.
Quem indicou, indicou. Quem não indicou, indica na próxima. Sim, eu gostei tanto da brincadeira que estou pensando seriamente em repeti-la - com outros assuntos, obviamente. Obrigado à todos os twitteiros que participaram. E lembrem-se: usar uma ferramenta tão poderosa como essa para trocar figurinhas sobre filmes é bom demais.
Sempre que posso dou uma passada no blog do Zeca Camargo. Não sou leitor assíduo, tampouco fã do jornalista, mas confesso que já me peguei atraído por algumas abordagens apresentadas por ele. O último caso foi no post intitulado “Shuffle”: prós e contras, em que Zeca expõe particularidades da incrível (por ser tão simples) função presente na maioria dos tocadores de música digital. O shuffle - aquele botãozinho meio mágico, e às vezes bizarro, que deixa a reprodução das faixas de maneira aleatória - sempre guarda algo interessante para o futuro instantâneo dos nossos ouvidos.
Pois bem, não concordo com a maioria das afirmações e comparações escritas no texto. Em resumo, acho que o tema poderia ser abordado de forma mais intensa, com maior profundidade, já que o autor se diz apaixonado pelo shuffle. Mas não é a minha opinião contrária que vem ao caso. A minha ideia - fruto da primeira reação que me veio à mente - foi colocar todas as músicas do meu player para tocar no modo aleatório e compartilhar com vocês. Aqui eu tinha mais de 20 mil músicas para escolher apenas 20. Diferente do que o Zeca Camargo pediu (como você confere lá no post dele), eu não fiz a seleção que considero ideal, a combinação perfeita. Apenas deixei a sorte digital à vontade. E está aí o resultado, sem modificações, na ordem que me apareceu:
01 - Interessa? (Roberta Sá)
02 - Love Me Tender (Caetano Veloso)
03 - Only Pieces (Here We Go Magic)
04 - The District Sleeps Alone Tonight (The Postal Service)
05 - Falsa Baiana (Eliane Elias)
06 - Cheating On You (Franz Ferdinand)
07 - Flare Gun (Owen Pallett)
08 - The Firework (Cajun Dance Party)
09 - Get So Weary (B.B. King)
10 - Do It Again (Nada Surf)
11 - Unlit Hallway (Sun Kil Moon)
12 - Battle Of A Swan Lake, Or, Daniel's Song (Swan Lake)
13 - (Antichrist Television Blues) (Arcade Fire)
14 - Yellow Submarine in Pepperland (The Beatles)
15 - Vultures (John Mayer)
16 - Mushaboom (Feist)
17 - We Believe (Red Hot Chili Peppers)
18 - Gamma Ray (Beck)
19 - Mandrake e os Cubanos (Skank)
20 - God & Suicide (Blitzen Trapper)
Alguns filmes são tão bons, e lhe pegam de forma tão avassaladora, que fica difícil fazer comentários. Mais difícil ainda compartilhá-los, o que é algo independente. Por isso, apenas indico Mary and Max. E peço que, se possível, você comente sobre as diferenças entre um mundo marrom e um mundo preto e branco com detalhes vermelhos. Espero que também seja difícil.
O bom gosto musical é uma característica marcante da empresária Renata Barros, nossa convidada de mais um Playlist Particular. Antes de mostrar a lista, ela explica um pouco como foi o processo de seleção:
“Para mim é maravilhoso partilhar as músicas que gosto, que representam um verdadeiro alento. Com elas posso sonhar, sorrir, chorar, sentir todas as emoções. Não apenas a letra, mas todo o conjunto; adoro sentir a melodia e seus instrumentos. Com a música percebo a presença da explosão maravilhosa que é a vida. Lamento não poder colocar várias em cada questão. Fica até difícil escolher porque são tantas... várias que amo”.
Pelo visto, valeu o esforço. O resultado reflete bem a personalidade única de Renata, com momentos bem humorados, emocionantes e românticos. Confira:
Uma dose de ânimo para acordar: ‘A different point of view’ - Pet Shop Boys.
Trilha perfeita para um jantar romântico: ‘This Guy's In Love With You’ - Burt Bacharach; e ‘Secret Love’ - George Michael, para uma noite sofisticada.
Infalível na pista de dança: ‘Bizarre Love Triangle’ - New Order, perfeita para dançar. Para um som eletrônico, gosto de ‘Charly’ - The Prodigy - um playground house. ‘Let’s Groove’ - Earth, Wind and Fire - é infalível para se divertir.
Faz lembrar o seu amor: Todas do U2, mas, para simplificar, ‘City Of Blinding Lights’ me faz sentir saudades dele. Basta ouvir o som eletrizante da guitarra de The Edge ou a voz macia de Bono Vox.
A cara da sua infância: ‘Daydream Believer’ - The Monkees. Eu era apaixonada por David Jones.
Você gosta porque suas filhas gostam: ‘If We Were a Movie’ - Miley Cyrus. Da série americana Hannah Montana - fico antenada com elas.
Tem sabor de férias: ‘Viva La Vida’ - Coldplay.
Para ouvir no trabalho: Qualquer som lounge - eletro lounge, bossa lounge. De preferência que torne o ambiente calmo e agradável.
Meio sem sentido, mas não sai da sua cabeça: por enquanto, e por causa de Amelie Pauline e Cecília, ‘Baby’ - Justin Bieber. Imaginou eu curtindo som de crianças?
Diz muito sobre você: ‘I Say A Little Prayer For You’- Dionne Warwick - e ‘Raindrops Keep Falling On My Head’ - BJ Thomas. Claro, músicas de Burt Bacharach.
Tocaria no seu funeral: Gostei dessa pergunta. Tenho um lado meio melancólico e sombrio dentro de mim. Gostaria sim que tivesse músicas, seriam todas as que quando Rildo, Deinha e Tann fechassem os olhos me vissem em mente. Eles sabem...
Cai bem num dia de chuva: ‘My October Symphony’ - Pet Shop Boys, muito macia.
E num dia ensolarado: ‘Cores Vivas’ - Gilberto Gil.
Não sai do seu carro: de novo, todas as músicas de Burt Bacharach.
Fica difícil conter as lágrimas: ‘Love Letters’ - Nat King Cole. Painho partiu escutando essa música, colocada docemente por Andréa.Não dá para esquecer...
Tema de um filme: Indiscutivelmente, toda a trilha de ‘Les Uns Et Les Autres’, assinada por Michel Legrand e Francis Lai. Tudo é lindíssimo, toca a alma, mas indico principalmente a canção que dá nome ao filme.
Embalou episódios da adolescência: ‘Together Forever’ - Rick Astley. É a cara da boate Discovery, que na época era muito moderna, como uma nave espacial. Bom demais!
Para pensar na vida: ‘Day By Day’ - Paul Mauriat.
Mais divertida, impossível: ‘What's New Pussycat?’ - Tom Jones. Muito boa para brincar.
Um clássico que gosto: ‘Light My Fire’ - The Doors.
Para lembrar do namoro: ‘Advice For The Young Heart’- Tears for Fears.
Making Love: Romanticamente, ‘Words Into Action’ - Jermaine Jackson. Intensamente, ‘All My Love’ - Led Zeppelin.
"Eu quero que o tapete voe
No meio da sala de estar
Eu quero que a panela de pressão pressione
E que a pia comece a pingar
Eu quero que a sirene soe
E me faça levantar do sofá
Eu quero pôr Rita Pavone
No ringtone do meu celular
Eu quero estar no meio do ciclone
Pra poder aproveitar
E quando eu esquecer meu próprio nome
Que me chamem de velho gagá"
O antepenúltimo desejo de Arnaldo Antunes em Envelhecer, uma de suas mais recentes músicas (composta em parceria com Marcelo Jeneci e Ortinho), me fez ir atrás desta cantora italiana que fez bastante sucesso nos anos 60. E, no melhor estilo “eu gosto de coisa velha”, me surpreendi com alguns dos seus hits. Datemi un martello, por exemplo, é twist - à la vintage ladies - atraente e até cai bem como ringtone. O que você acha da ideia?
Kathryn Bigelow saiu consagrada da mais recente edição do Oscar, mas ainda é de Sofia Coppola o posto de diretora mais aclamada do cinema na atualidade. E esta garota de quase 40 anos não conseguiu isso apenas pelo fato de ter nascido em berço de ouro (Sofia é filha de Francis Ford Coppola). Os três longas apresentados por ela até agora: As Virgens Suicidas, de 1999, Encontros e Desencontros, de 2003, e Maria Antonieta, de 2006. O próximo será Somewhere, previsto para estrear nos Estados Unidos no próximo dia 22 de dezembro.
A expectativa para o filme é a melhor possível. Stephen Dorff tem tudo para se sair muito bem no papel de um ator metido à celebridade que passa seus dias no hotel Chateau Marmonts, em Hollywood. O roteiro, também assinado por Coppola, aborda principalmente a inesperada visita de sua filha de 11 anos, interpretada por uma loirinha de sobrenome famoso: Elle Fanning (irmã mais nova da talentosa Dakota). Benicio Del Toro, Michelle Monaghan, Chris Pontius e Laura Ramsey também estão no elenco. A produção está à cargo do irmão, Roman, e do pai, encarregado da função executiva.
Ano passado, Sofia Coppola afirmou em uma entrevista que tinha a intenção de fazer “uma história intimista ambientada na Los Angeles contemporânea”. Então, Somewhere tanto pode ser um filme meigo e superficial sobre a relação de um pai neo-boêmio e sua filha quanto pode ultrapassar estas barreiras e repetir a dose de inteligência sutil do magnífico filme protagonizado por Scarlett Johansson e Bill Murray em 2003. Será este o novo Lost in Translation?
O primeiro trailer oficial de Somewhere e um pôster conceito foram apresentados no início desta semana. Confira e marque na agenda: este ano tem filmaço pré-Natal!