Campina Grande, 10 de Setembro de 2010

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Entrevistas

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Quarta-feira, 20 de Janeiro de 2010

Elaine Custódio Rodrigues

Elaine Custódio Rodrigues é psicóloga clínica com formação em Acupuntura Reflexa pela UNAT/ABAN em Recife. Especializanda em Acupuntura pela SHEN, em Minas Gerais, ela ainda é Mestre em Psicologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte e Especialista em Neuropsicologia pelo UNIPÊ. Conselheira da 13ª Região do CRP, ela nos falou sobre os efeitos da terapia nos mais variados males.

 

 

 

 

 

CN – O que é exatamente a Acupuntura?


Elaine Custório - Acupuntura é uma das terapias da Medicina Oriental, que se concentra na observação dos fenômenos naturais e no estudo dos princípios que regem o universo em prol da saúde dos seres humanos. De acordo com os chineses, entendendo a natureza, por analogia, é possível compreender a fisiologia do corpo humano, suas relações energéticas e desarmonias. Para a acupuntura, a melhor maneira de se encontrar harmonia e saúde é através da prevenção e, quando necessário, através do tratamento do doente e não da doença.

 

 

CN – O que significa Acupuntura Reflexa?


Elaine Custódio
– A Acupuntura Reflexa ou Acupuntura por correspondência compreende técnicas que atuam diretamente nos tecidos, órgãos e vísceras, sedando-os ou tonificando-os de acordo com a necessidade, através da punção dos pontos em áreas reflexas. Dentre elas: auriculoacupuntura – considerada uma das mais populares devido a sua rápida e eficiente resposta terapêutica, utilizam-se agulhas, sementes ou esferas metálicas; crânioacupuntura ou escalpeana – consiste na inserção de agulhas de acupuntura em determinadas áreas do couro cabeludo; quiroacupuntura – aplicação nas mãos, sendo que a palma da mão corresponde à parte anterior do corpo e a dorsal à parte posterior.

 

 

CN – Como a acupuntura penetrou no Brasil?


Elaine Custódio – Segundo estudiosos, desde o início dos anos 1980 a acupuntura já vinha sendo incorporada no Brasil como alternativa terapêutica. Contudo, o isolamento dos conhecimentos acerca da acupuntura no mundo ocidental manteve-se por volta de cinco mil anos, permanecendo o distanciamento entre a forma de raciocínio e a linguagem. Percebe-se, segundo alguns autores, que a ciência rejeita o princípio energético, linguagem metafísica e sistema aparentemente primitivo da Medicina Oriental, dificultando o engajamento de cientistas na investigação e desenvolvimento da acupuntura. Portanto, devido à necessidade de se criar uma linguagem acessível para facilitar o ensino, pesquisa, prática médica e troca de conhecimentos de forma integra, acerca da acupuntura, a Organização Mundial de Saúde criou uma nomenclatura internacional padrão. Apesar das dificuldades em provar seu valor terapêutico com suficiente rigor científico, o crescimento da demanda e da oferta de terapias alternativas (inclusive pelo serviço público) implica certa legitimação não-acadêmica dessas práticas. Por fim, embora os efeitos da acupuntura já tenham sido relatados há milhares de anos, foi no Século XX que tal terapia começou a ser investigada cientificamente, em virtude do interesse de médicos chineses com formação científica ocidental em buscar explicar o seu mecanismo de ação.

 

 

CN – A Acupuntura pode ser aplicada em pacientes com câncer ou outras enfermidades graves?


Elaine Custódio – Sim. Existe um artigo publicado na edição de agosto de 2008 de uma revista clínica hematológica e oncológica da América do Norte (Hematology, Oncology Clinics of North America), por médicos da Escola de Medicina de Harvard, Boston, uma das mais reconhecidas dos Estados Unidos e do Planeta que apresenta os benefícios da Acupuntura como tratamento adjuvante para o alívio dos sintomas do câncer, assim como dos efeitos colaterais provocados pela radioterapia e quimioterapia.

 

 

CN – Os cursos de formação de profissionais em acupuntura hoje estão em ascensão?


Elaine Custódio – Sim. Penso que o desenvolvimento da Acupuntura aqui no Brasil e os seus resultados instigou o interesse de profissionais da área de saúde. Além disso, o fato dos Conselhos Profissionais terem regulamentado a prática da acupuntura elevou o interesse no campo das profissões da área de saúde como: Psicologia, Fisioterapia, Enfermagem, Terapia Ocupacional, Medicina Humana e Veterinária, Fonoaudiologia, Odontologia, Farmácia, dentre outras.

 

 

CN – O que difere as agulhas utilizadas na técnica da acupuntura das outras?


Elaine Custódio – As agulhas de acupuntura são descartáveis, filiformes e de aço inoxidável e possui ponta, corpo, raiz, cabo e extremo do cabo. E são de vários tamanhos. Dependendo da sua forma de aplicação é possível conseguir efeitos de sedação, tonificação ou harmonização.

 

 

CN – Além das agulhas existem outros métodos que são utilizados na acupuntura?


Elaine Custódio – Sim, como a Moxa, a Sangria, o Eletro e Magneto-Estimulação, a Ventosa etc. A Moxa possui efeito estimulador (tonificante) e significa a queima, sobre o ponto de acupuntura, da Artemisia vulgaris (planta que tem uma ação estimulante), especialmente preparada. A Sangria é realizada, no ponto de acupuntura, por um pequeno corte epidérmico através de uma lanceta, e é utilizada, por exemplo, para estagnação da energia vital nos meridianos. O eletroestimulador pode ser utilizado no tratamento de dores, pois ele libera endorfinas, que são substâncias analgésicas da família da morfina, produzidas pelo próprio organismo, assim como pode ser empregado para estimulação dos pontos de acupuntura. A Ventosa significa campânulas, que são utilizadas a vácuo nos pontos de acupuntura e seu efeito é de dispersão.

 

 

CN - É permitido associar a acupuntura com outros tipos de tratamentos a fim de buscar uma cura?


Elaine Custódio – Com certeza, porém é preciso esclarecer que para a Medicina Chinesa a doença não é considerada um agente intruso, mas o resultado de um conjunto de causas que culminam em desarmonia e desequilíbrio, por isso a saúde perfeita não é o objetivo essencial, pois o papel principal dos médicos chineses sempre foi o de evitar o desequilíbrio de seus pacientes. Diante disso, a “cura” para a acupuntura está relacionada ao equilíbrio do organismo.

 

 

CN - Existem proibições ou todos podem se submeter ao tratamento com as agulhas?


Elaine Custódio – Veja bem: a acupuntura não possui efeitos colaterais e por esse motivo qualquer pessoa pode utilizar essa vertente terapêutica. Contudo, os cuidados que se precisa ter é principalmente com gestantes, pois não se devem utilizar pontos que façam circular o Qi (energia vital presente em todo corpo). Para crianças e idosos também existem alguns cuidados técnicos que o terapeuta deve ter, porém qualquer pessoa pode se submeter ao tratamento com as agulhas, desde que esteja disposto a fazer.

 

 

CN - Alguns especialistas dizem que é possível emagrecer fazendo acupuntura, esta prática pode ser aliada das pessoas que buscam ficar de bem com a balança?


Elaine Custódio – Sim. Como a acupuntura tem como objetivo a homeostase do corpo, que é a tendência à estabilidade do meio interno do organismo, ela pode beneficiar as pessoas que querem emagrecer. Em outras palavras a acupuntura assim como as outras técnicas terapêuticas da Medicina Chinesa tem como objetivo estimular o organismo do paciente de tal forma que ele siga sua tendência natural para voltar a um estado de equilíbrio. Porém, é preciso ter uma orientação e combinar o tratamento com dietas alimentares e exercícios físicos.

 

 

CN – Durante um bom tempo, a classe médica rotulou a acupuntura de anticientífica. Agora querem restringir o direito de aplicação das agulhas, no Brasil, apenas a quem é formado nas faculdades de medicina. Qual sua opinião a respeito?


Elaine Custódio – É interessante o fato de a classe médica ter rotulado a Acupuntura como anticientífica e só agora querer restringir sua prática apenas aos médicos. Acredito que essa atitude da medicina ocidental é contraditória, afinal a acupuntura preserva um saber totalmente diferente da “medicina científica”. Talvez o fato da acupuntura se destacar atualmente, devido ao sucesso de relatos de cura, chamou a atenção da classe médica que quer marcar sua posição e até restringir sua prática. Nesse sentido, discordo dessa restrição, pois existem terapeutas com formação em acupuntura que são extremamente competentes, com vasta e reconhecida experiência.

 

 

 

 

 



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